Ministro da Justiça Torquato Jardim

O governador Pezão e o Presidente da ALERJ Jorge Picciani reagiram às declarações do Ministro da Justiça, Torquato Jardim, feitas na terça-feira, 31/10, ao blogueiro Josias de Souza, de que o Comando da Polícia Militar do Rio de Janeiro tem acerto “com deputado estadual e o crime organizado”, de que “Comandantes de Batalhão são sócios do crime organizado” e de que o Governador e o Secretário de Segurança não têm controle sobre a Polícia Militar”. O ministro não deu ‘nome aos bois’.

Pezão saiu em defesa de seu governo e da Polícia afirmando que ” o governo do Estado e o comando da PM não negociam com criminosos’ e ressaltou que “o comandante da PM, coronel Wolney Dias, é um profissional íntegro”. Pezão disse ainda que as escolhas de comandos de batalhões e delegacias fluminenses são decisões técnicas e que jamais recebeu pedidos de deputados para tais cargos….

Já o Presidente da Assembléia Legislativa – ALERJ, Deputado Jorge Picciani,  rebateu com veemência as afirmações do Ministro dizendo que ele “mente”, é “irresponsável” e “age com má-fé”. “Quando ele acusa todos os comandantes de estarem acumpliciados com o crime organizado, ele mente. A polícia tem punido os seus maus profissionais”, declarou o deputado.

O Secretário de Estado de Segurança, Roberto Sá, também se disse indignado com as declarações do Ministro, especialmente no que diz respeito à morte do Comandante do 3º BPM. O Ministro disse não acreditar na versão de assalto e que o Coronel Teixeira teria sido executado num “acerto de contas”.

Segundo Roberto Sá as investigações indicam que o tenente-coronel Luiz Gustavo Teixeira foi vítima de tentativa de assalto. “Talvez ninguém corte tanto na carne quanto nós”, disse, referindo-se aos policiais expulsos da corporação por suspeitas de corrupção. “Se tivesse qualquer tipo de execução ou acerto de contas não esconderíamos.”, garantiu o Secretário.

O Ministro da Justiça, autoridade máxima da área da Segurança Pública no país, em função da alta responsabilidade do cargo que ocupa, não pode se dar ao luxo de fazer declarações genéricas lançando suspeitas sobre os órgãos responsáveis pela segurança da população do Estado do Rio de Janeiro e tem o dever de ‘dar nome aos bois’, revelando que são o Deputado e os Comandantes de Batalhão que estão acumpliciados com o crime organizado, sob pena de ficar desmoralizado e ter que renunciar ao cargo.

 

 


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