No ano passado o estado do Rio de Janeiro registrou maior mortalidade por doenças respiratórias e início do outono já é preocupante.

Asma, rinite e outras doenças comuns do inverno já começam a aparecer com o outono e causa preocupações em todo o estado do Rio de Janeiro. De acordo com um levantamento realizado em 2017 em todo o Brasil, o estado é o que teve maiores taxas de mortes por doenças respiratórias, para cada 100 mil habitantes.

Essas mortes poderiam ser evitadas se as pessoas recebessem o tratamento adequado no início. Porém, com a falta de medicação correta que, na maioria dos casos, ocorre devido ao alto preço dos medicamentos, o quadro se agrava e o paciente precisa ser internado e com acompanhamento intensivo, inclusive.

Conforme OMS quatro, de dez doenças que mais matam no mundo, são respiratórias

Últimos dados divulgados pela OMS sobre as 10 doenças que mais matam no mundo mostraram que quatro são do aparelho respiratório. Entre elas, a pneumonia ou bronquite, tuberculose, câncer de pulmão e DPOC (Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica).

Em 2015, ambas resultaram em cerca de 10 mil vítimas, sendo em terceiro lugar a pneumonia/bronquite com 3,2 milhões, quarto lugar a DPOC com 3,17 milhões de vítimas fatais, em sexto lugar o câncer de pulmão com 1,7 milhão de óbitos e em sétimo lugar a tuberculose que fez 1,4 milhão de vítimas fatais.

Embora a OMS tenha realizado o levantamento sobre dados obtidos em 2015, essas doenças continuam fazendo vítimas fatais. As outras doenças da lista incluem: diabetes, AVC, isquemia cardíaca, Alzheimer, outras demências e acidente de trânsito.

Doenças respiratórias podem ser fatais

Para o presidente da Sopterj (Sociedade de Pneumologia e Tisiologia do Estado do Rio, Gilmar Zonzin, alguns dos problemas respiratórios podem ser prevenidos, enquanto outros não.

Porém, todos eles podem ser tratados no início, prolongando a vida do paciente no caso das doenças crônicas e levando à cura das que não são. Mas para que isso aconteça, é fundamental a procura por médicos especializados.

O pneumologista deve ser consultado com a mesma frequência e importância que um cardiologista, por exemplo. É esse profissional que vai fazer as avaliações, exames e outros atendimentos ligados ao aparelho respiratório.

De acordo com Zonzin, o Brasil conta com excelentes pneumologistas atendendo tanto no sistema público de saúde como nos convênios médicos. Além disso, alguns dos principais exames são de baixo custo, tanto para o sistema público e os planos de saúde, como para os pacientes que efetuam pagamento particular.

Dicas para evitar as doenças respiratórias típicas do outono e inverno

O outono é uma estação que traz um clima seco e ameno, uma época ideal para o aumento de doenças respiratórias. No Brasil a estação teve início no último dia 20 e já houve um aumento significativo de casos de aumento de rinite, asma, resfriado e gripe.

Para a Associação Brasileira de Otorrinolariongologia e Cirurgia Cérvico-Facial, o outono traz um aumento de cerca de 40% dessas doenças. O ar frio, a poluição, ambientes fechados e mudanças bruscas na temperatura são os maiores vilões para quem sofre com esses problemas.

Existem maneiras de amenizar as alergias respiratórias e alguns cuidados incluem:

  • Evitar lugares aglomerados e fechados;
  • Evitar o contato com pessoas resfriadas ou com outras infecções nas vias aéreas;
  • Manter a hidratação;
  • Fazer inalação com soro fisiológico;
  • Deixar uma vasilha com água no quarto durante a noite, isso deixar o ar mais úmido;
  • Abrir as janelas da casa para ventilar;
  • Tirar cortinas e o máximo de objetos do quarto.

Por: Andréia Silveira, colaboradora do site PlanodeSaude.net.

 


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