O Coletivo Pedala Queimados, representado por Carlos Greenbike recebeu, no dia 14/06, da  Dutch Cycling Embassy (Embaixada Holandesa de Ciclismo), na conferência internacional Velo City 2018, um prêmio na quantia de €1.500,00 (mil e quinhentos Euros) para ajudar no projeto das bicicletas compartilhadas em Queimados.

O Velo City é uma conferência  que reúne diversos coletivos de ciclismo do mundo inteiro, com o objetivo de encorajar o uso da bicicleta não somente como recreação, mas também como transporte. E nesse ano, o país escolhido para sediar o evento foi o Brasil, mais especificamente, Rio de Janeiro. O tema da convenção foi “Acesso a vida”, que abordava formas de inclusão do meio de transporte sustentável nas áreas da saúde, infraestrutura, tecnologia, Governo e dados estatísticos.

 

O Pedala Queimados chamou a atenção dos holandeses graças ao AmeCiclo, um coletivo de Recife do qual nosso município partilha da mesma metodologia, porém adaptado para a realidade da Baixada carioca. A organização decidiu dividir o prêmio entre os dois coletivos e chamar o queimadense representante do Pedala, Carlos Greenbike para participar do evento e receber o prêmio. O queimadense diz que aproveitou o tema da inclusão para discutir questões de desigualdade social, pois segundo ele “apesar desse tema, é um evento bem elitista. O ingresso mais barato custa R$900,00”.

“Pude estar no meio dessa galera inteira, contando a experiência de Queimados, nossas dificuldades, desafios e apontando que a Baixada e região metropolitana, não só do Rio de Janeiro, mas de todo país, precisam ser olhadas. Porque geralmente os ciclo ativistas, que são as pessoas que estavam presente, são pessoas de classe média, que executam projetos mas não precisam dele para sobreviver. O que eu fomentei bastante ali foi como manter o sustento do indivíduo que está executando o projeto, principalmente em um lugar de vulnerabilidade taxado como cidade mais violenta do país, porque se ele não conseguir se sustentar financeiramente, ele vai ter que abandonar isso e abandonando perde ele, o município e todos os envolvidos” , relata Carlos a respeito de sua participação no evento que sem dúvidas trará benefícios para a mobilidade do nosso município.

Outro importante ponto para Carlos foi a representatividade trazida pelo prêmio “Pra mim, o mais importante não foi o prêmio em si, mas sim o que ele representa, a visibilidade e rede de contatos que eu fiz através dele […] a importância disso é que a gente vem trabalhando há anos dentro do nosso território e poucas são as instituições que nos apoiam aqui, então conseguir mostrar que as instituições de fora reconhecem e valorizam o trabalho que uma pessoa negra e pobre vem fazendo, de repente faz com que outras empresas nos olhem de outro jeito”.

 

 

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