De acordo com o Atlas da Violência 2018, publicado em 15/6/2018, Queimados lidera o ranking de município mais violento do país acima de 100.000 habitantes. O estudo foi feito de acordo com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada – IPEA e com o Fórum Brasileiro de Segurança pública, que considerou mais de 309 cidades brasileiras acima da população citada anteriormente.

O Portal conversou desta vez com o Tenente-Coronel Ranulpho Souza Brandão Filho, comandante do 24º Batalhão, para saber as ações atuais da polícia militar no município e qual a visão da corporação sobre os dados da publicação do Atlas.

Tenente-Coronel Ranulpho Souza Brandão Filho, comandante do 24º BPM

O Comandante Brandão, declara que o policiamento melhorou de 15 a 20% este ano, pois receberam reforços da UPP da Mangueirinha, que serão distribuídos entre Queimados e mais cinco municípios. Informa ainda que as cabines da Jaqueira e da Estrada Carlos Sampaio serão reativadas.

Os crimes mais frequentes na cidade, de acordo com os dados policiais, são roubo de rua (aparelho celular ou qualquer pertence da vítima) e roubos no interior de coletivos, principalmente em áreas mais afastadas dos bairros mais movimentados. Para o comandante, é importante o policiamento ostensivo, na rua, pois tem caráter preventivo, mas quando necessário os policiais assumem um caráter repressivo. 

A maior mancha criminal em Queimados é no horário de 18h às 22h, porém a corporação não possui condições para manter policiamento ativo com total cobertura por conta da carga horário dos policiais.

 

Uma das ações preventivas mencionadas pelo Tenente Coronel Brandão é o Programa Educacional de Resistência às Drogas – PROERD, que é apresentado nas escolas para incentivar e educar as crianças a se afastarem do caminho das drogas: “O Proerd é o programa mais preventivo pois trabalha com público ‘PURO’ que quase em sua totalidade ainda não teve contato com drogas e ali aprendem a educação de que não devem se envolver com isso ao longo de sua vida. Os policiais têm contato com alguns membros das escolas, patrulham alguns turnos de pico e a saída dos alunos dentro de suas limitações de carga horária.”

Quando questionado em relação à faixa etária da média das pessoas que são pegas em flagrante, responde: “Anos atrás a faixa etária que encontrávamos era de 18 à 24 anos, depois foi para de 16 a 29 e hoje é de 14 à 29. Ou seja, pessoas cada vez mais jovens se envolvendo com tráfico. Portam arma de fogo, armas de difícil acesso, e os nossos números de apreensões de armas estão maiores que no ano passado. Hoje existem comunidades que há um tempo atrás não existiam. Se você for perguntar o que pode ser feito, eu diria que esses jovens devem ser encorajados a alguma formação técnica pra que, quando pensem em ganhar dinheiro, não pensem em ganhar dinheiro no tráfico”.

Em relação aos dados do IPEA, o comandante informa que o trabalho da polícia ostensiva conseguiu reduzir os indicadores estratégicos, dentre eles o homicídio, que foi o objeto explorado na pesquisa. Segundo ele, os índices de letalidade violenta, que se refere a homicídios, homicídios por intervenção policial e latrocínio, vem apresentando queda de forma gradativa, conforme mostra no quadro abaixo.

 

O responsável pela corporação do município faz questão de ressaltar que as parcerias com o Conselho Comunitário de Segurança de Queimados (CCS), com a Polícia Civil e a Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF), e o Programa Estadual de Integração na Segurança (PROEIS) em parceria com a Prefeitura Municipal, são de suma importância para que esses indicadores sejam reduzidos.

A comunidade também pode cooperar com o trabalho deste equipamento de segurança. O 24º Batalhão da Polícia Militar, disponibiliza os telefones abaixo para denúncias, sugestões e/ou elogios.




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