Recentemente, o Centro Integrado do Atendimento à Mulher da Baixada Fluminense – CIAM Baixada (Nova Iguaçu), um centro de acolhimento a mulheres vítimas de violência, que em 2014 chegou a atender uma média de 1458 mulheres, se encontra a deriva e em estado de sucateamento.

O abandono do local causou a indignação de movimentos de mulheres e movimentos feministas da Baixada, que além de fazer um manifesto público contra o fechamento das portas do prédio, no dia 14/07, de 10h as 17h (Rua cel bernardino de Melo 4345, Bairro da Luz, Nova Iguaçu), organizaram um abaixo assinado virtual para que medidas sejam tomadas. Para ajudar nessa luta, clique aqui e deixe sua assinatura.

Em janeiro de 2014 foram destinados R$ 750 mil para a reforma do CIAM, mas só em 2015 a Subsecretaria de Estado de Políticas para as Mulheres do RJ retomou as conversações com o Banco Mundial, que aprovou a reforma do prédio. No entanto, o processo licitatório foi suspenso e não se sabe sobre o destino dado aos recursos.

Essa falta de recursos e ameaça de fechamento das portas faz com que mulheres, que antes possuíam um espaço físico capaz de garantir segurança, sigilo e acolhimento digno, sejam atendidas em uma sala nos fundos de uma Delegacia regular.

Há pouco tempo, o Instituto de Segurança Pública publicou no Dossiê da Mulher 2018, com dados de 2017, ocorrências registradas em todo país. Só na Baixada Fluminense, que recentemente teve dois de seus municípios, Queimados e Japeri, em destaque no Atlas da Violência 2018, há mais de 24 mil registros de diversos tipos de agressões às mulheres. E os altos índices indicam a importância dessa luta pela retomada do local.

 

Bem como sua reforma, o movimento de mulheres e feministas também exige a construção de uma creche, uma estação ferroviária e uma linha de ônibus que atenda ao local, todas politicas publicas previstas em seu projeto original de 2014 que não foram atendidas.

 

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