Com três votos contrários, uma abstenção, uma ausência e o impedimento regimental do Presidente, a Câmara Municipal de Queimados derrubou, na sessão ordinária de ontem, quarta-feira, 07/11, o Projeto de Resolução de autoria do vereador José Carlos Leal Nogueira, o Cacau, do MDB, que pretendia homenagear o presidente eleito Jair Bolsonaro com a medalha Leonel de Moura Brizola, uma honraria concedida “a pessoas e a entidades que, reconhecidamente, tenham prestado relevantes serviços ao Município ou nele se tenham destacado pela atuação exemplar na vida pública…”, conforme inciso XXI do Art. 40 da Lei Orgânica do Município.

O projeto de Cacau obteve 11 (onze) votos favoráveis à concessão da Medalha, um a menos do necessário para atingir os dois terços exigidos para aprovação da homenagem.

Votaram contrariamente à concessão os vereadores João Pedro Lemos, Bira Birinha e Maurício do Vila. O vereador Cinei se absteve. O vereador Nilton Moreira Cavalcante estava ausente e o Presidente da Câmara Milton Campos impedido, uma vez que só vota para desempate ou quando há necessidade de completar quorum.

João Pedro Lemos foi o único que explicitou o voto contrário: “Nossa Lei Orgânica é muito clara e ele nunca prestou nenhum serviço ou trouxe nenhuma emenda para a nossa cidade mesmo estando no poder há duas décadas como deputado”, afirmou.

O autor da proposta, vereador Cacau Nogueira ameaçou os colegas que votaram contra de denunciá-los nas redes sociais; mas até o momento em que editamos essa matéria isso ainda não tinha acontecido.

Em 12 de junho deste ano, o filho de Jair Bolsonaro, o então deputado estadual e agora senador eleito Flávio Bolsonaro foi homenageado com o título de Cidadão Queimadense, juntamente com a agora deputada eleita Alana Passos, por iniciativa do vereador Elerson Leandro, do PPS, e sob manifestação de protestos de militantes de partidos de esquerda e de movimentos sociais, inconformados com a concessão do título a “um Deputado que nunca esteve na cidade”, conforme desabafo de um dos manifestantes, o Professor e historiador queimadense Nilson Henrique.

 

 

 

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