O Professor e historiador Nilson Henrique, autor do livro “Imagens de uma Cidade em Construção’, que conta, através de fotos e relatos a história do município de Queimados, botou a boca no trombone para reclamar da ausência de títulos de autores queimadenses na Feira Literária instalada na Praça Nossa da Conceição, organizada pela ABL – Associação Brasileira do Livro, com apoio da Secretaria Municipal de Cultura.

Segundo o professor “a feira de livros, que foi montada na Praça Nossa Senhora da Conceição essa semana, poderia ter se transformado em um importante espaço literário, caso houvesse maior sensibilidade do Secretário de Cultura em convidar os diversos poetas, romancistas e historiadores locais (todos com obras editadas)…”

Eis a íntegra do texto publicado no perfil do facebook do historiador Nilson Henrique:

“Quando uma feira literária não passa de uma feira

O patrimônio cultural de um povo é um conjunto de bens que representa a memória e a identidade dos diferentes grupos formadores de determinada sociedade. O mesmo, segundo nossa Constituição, é construído através das mais diversas formas de expressão: as artes plásticas, a dança, as criações literárias, musicais, científicas e tecnológicas, a culinária, o brincar e tantas outras manifestações artístico culturais.

Não há dúvidas de que a preservação do patrimônio cultural é de relevante interesse público, visto que ele representa a história de seu povo. Dessa forma, a Secretaria de Cultura de um município, por exemplo, têm papel fundamental na formulação e implementação de políticas públicas que preservem tão valioso patrimônio. O município, a partir dessa perspectiva, passa a assumir o protagonismo do apoio à valorização da cultura local, já que deveria partir dele as ações de proteção e incentivo às práticas culturais.

Portanto, a feira de livros, que foi montada na Praça Nossa Senhora da Conceição essa semana, poderia ter se transformado em um importante espaço literário, caso houvesse maior sensibilidade do Secretário de Cultura em convidar os diversos poetas, romancistas e historiadores locais (todos com obras editadas) para apresentá-los a um município que há tanto tempo tem carecido de políticas públicas capazes de estimular a valorização de seu patrimônio cultural e o fortalecimento de sua autoestima.

Afinal, Secretário, somos muito mais do que “a cidade mais violenta do país!”

O Secretário Municipal de Cultura Marcelo Lesa esteve no lançamento do livro do Professor Nilson Henrique, em dezembro de 2014, juntamente com o atual Prefeito Carlos Vilela.

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