Deputados e outras autoridades, presos por corrupção (Foto G1)

Em mais um desdobramento da Operação Lava Jato no Estado do Rio de Janeiro, a chamada Operação ‘Furna da Onça’ cumpriu nesta quinta-feira, 08/11, 22 (vinte e dois) mandados de prisão, dez deles de deputados estaduais, incluindo os três da cúpula do PMDB já presos (Picciani, Albertassi e Paulo Melo).

Os outros sete são: Coronel Jairo (SD), Chiquinho da Mangueira (PSC), Luiz Martins (PDT), Marcelo Simão (PP – não reeleito), Marcos Abrahão (Avante), Marcus Vinícius Neskau (PTB), e André Corrêa (DEM), pré-candidato à presidência da Alerj, que tinha recebido ontem o apoio da futura bancada do PSL, de Bolsonaro, conforme noticiado no jornal O Dia desta quinta.

Além dos deputados, foram presos o Secretário estadual do governo Pezão Affonso Monerat o presidente do Detran-RJ, Leonardo Jacob, o ex-presidente do Detran e deputado federal eleito pelo MDB Viniciius Farah e mais 9 (nove) assessores e auxiliares dos deputados presos.

De acordo com as investigações, a organização criminosa era chefiada pelo ex-governador Sérgio Cabral que pagava propina (mensalinho) aos deputados estaduais e autorizava o loteamento de cargos no Detran, a fim de garantir apoio e sustentação política a suas falcatruas no executivo.

A força tarefa afirma que o esquema continuou mesmo após as operações do ano passado, quando Jorge Picciani, Paulo Melo e Edson Albertassi foram presos.

Segundo o MPF, os “mensalinhos” e prêmios pagos para deputados se distribuíram da seguinte maneira:

• André Corrêa (DEM): R$ 100 mil/mês

• Edson Albertassi (MDB): R$ 80 mil/mês + R$ 1 milhão

• Chiquinho da Mangueira (PSC): mais de R$ 3 milhões

• Coronel Jairo (SD): R$ 50 mil/mês + prêmio

• Jorge Picciani (MDB): R$ 400 mil/mês + prêmio

• Luiz Martins (PDT): R$ 80 mil/mês + R$ 1,2 milhão

• Marcelo Simão (PP): R$ 20 mil/mês

• Marcos Abrahão (Avante): R$ 80 mil/mês + R$ 1,5 milhão

• Marcus Vinicius “Neskau” (PTB): R$ 50 mil/mês

• Paulo Melo (MDB): R$ 900 mil/mês + prêmio

 

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